terça-feira, 7 de abril de 2020

TEMPOS DE CORONA

Em tempos de uma pandemia que me põe em casa,
Casa por muitas vezes fica na ausência de minha pessoa.
Mas agora presente estou. Me faz tornar pessoa.
Pessoa mais equilibrada em pensamentos reflexivos.
Reflexivo sobre a vida, sobre s família, sobre o trabalho enfim, turbilhões de pensamentos que perpassam a mente em variadas informações, entre elas:
Fica em casa, sai de casa,
Lavas as mãos, não lava as mãos;
Põe a máscara, tira a máscara;
Máscara fina, máscara grossa que inflama meu rosto, não inflama mais. Que coça, que não coça.
Que irrita, que não irrita.
Não sai de casa, fica em casa. Abre a TV, não abre a TV. Faz a pipoca, não faz a pipoca que não posso comer. Comer engorda, comer não engorda. Toma o refri, não toma o refri. Pede uma pizza, não pede mais pizza, come rápido, toma o remédio, não toma remédio. Limpa o chão, lava louça, lava a garagem, lava as paredes e fica na rede. Rede preguiçosa que me faz dormir, não dorme mais, dorme muito, fica acordado, não fica acordado, isso faz mal, isso não faz mal. Toma o remédio, não pode tossir, usa a máscara, tira a máscara, entra em casa, tira o sapato, não pisa na sala, não pisa no tapete. Vai pro quarto, não fica no quarto, só vive no quarto.Vai trabalhar, não vai trabalhar, vai pra rua, não pode ir pra rua. Faltou comida, vai pra rua, mas não pode ir pra rua, põe a máscara, tira a máscara.Entra no carro, não entra no carro, passa o gel, põe a máscara, não põe muito gel, põe mais gel. Vai tomar banho, não toma mais banho, chuveiro quebrado, abre o chuveiro, fecha o chuveiro, abre a torneira, lave o prato, não lave o prato, deixa que eu lavo, fecha a torneira, abre a torneira, puxa a descarga, não puxa descarga. Tira a roupa, põe a roupa, tira a saia, põe a saia, faz ginástica, faz a barra, faz o salto, faz apoio, mexe o corpo, não mexe o corpo. Faz o projeto, dorme tarde, dorme cedo, toma café, não toma café, então almoça logo, não almoça mais, como devagar, come rápido, escova os dentes, não escova mais, então lava a mão, passa o gel, tira o gel, não põe a mão no rosto, não coça, não esfrega, não beija, não toca, não abraça, não chega perto, chega perto que te beijo, então beija  a mãe, beija o pai, beija o irmão, beija a vó, mas não pode beijar a Mayrla de Deus.

Lindem.

sábado, 17 de dezembro de 2016



Cena do espetáculo Religare apresentado no Festival de Dança em Joinville 2016. Em cena com Mayrla Andrade.

RELIGARE NO TEATRO CLÁUDIO BARRADAS


"Foram-se as relações de bolso, mas a essência continua... Agora é Religare.

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REGISTROS: Victor Nicolay e Márcio Loureiro.
DESIGNER CARTAZ: Kleber Dumerval.
INTÉRPRETES: Ribalta Cia de Dança.